Nº 46


OUTUBRO/NOVEMBRO/DEZEMBRO DE 2004

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LEIA NESTA EDIÇÃO:

Vasculites

Dr. Maurício Levy Neto

Um porão cheio de medos

Daniel C. Luz

Convivendo 34 anos com
Artrite Reumatóide

José Marcos R. Santos

Síndrome do Túnel do Carpo

Dra. Ana Maria Braga
Reumatologista
Felipe Braga Mata
Estudante de Medicina - UGF

Aniversariantes do Mês

Expediente

Convivendo 34 anos com Artrite Reumatóide
José Marcos R. Santos
Presidente do Grupo de Apoio a Reumáticos de Ribeirão Preto
Tudo teve seu início aproximadamente há 34 anos. Primeiro um dedo da mão esquerda, depois o punho e assim, aos poucos, foram aumentando as áreas atingidas: rigidez matinal, calor, rubor, tumor e dor, muita dor. Pela ausência de um diagnóstico correto da sintomatologia, a demora no início do tratamento, e a prova e látex negativa, muitos "diagnósticos" vieram: tuberculose óssea, câncer óssea e muitos outros.
Somente após três anos, em Bauru (SP), o Dr. Pernambucano diagnosticou "Artrite Reumática". Foi quando mediatamente começamos um tratamento adequado à época. Mas a peregrinação continuou após ter me mudado para Capinas, SP, onde conheci os Drs. João Francisco Marques Neto e Adil Samara. Passamos então a usar novas drogas antiinflamatórias combinadas com fisioterapia e os resultados foram razoáveis. Devido à profissão de propagandista de laboratório, mais uma vez nova mudança de residência, desta feita para Ribeirão Preto, SP, onde fiz várias cirurgias: primeiro próteses bilaterais nos joelhos, depois três outras intervençõesno quadril esquerdo para fixação de prótese total e finalmente mais uma nova prótese no quadril direito. 
Hoje, encontro-me em tratamento contínuo no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Com o apoio dos médicos da imunologia, dentre eles o Dr. René Oliveira, Dra. Fabíola Reis Oliveira e Dr. Flávio C. Petean e com assistência de fisioterapeutas, tenho conseguido dominar a "Artrite Reumatóide Psiurísica", agora com diagnóstico definido.
É válido salientar que nunca deixei de acreditar na força de vontade para poder conviver bem com a doença, em tempo algum parei com os exercícios orientados pelos fisioterapeutas e pelos médicos. Desta forma, venci parte das deformidades das minhas articulações. Tenho sim, seqüelas, mas num grau bem menor, tudo graças à perseverança. Em momento algum deixei-me abater pelo desânimo.
Pensando sempre positivo, é que você, meu parceiro ou parceira deste mal, vai encontrar a melhor maneira de conviver com a Artrite Reumatóide. Evitem ouvir indicações de remédios alternativos, de tratamentos revolucionários, "garrafadas", curas milagrosas e ouçam apenas os seus médicos. "Palpite infeliz" fica bem só na música.
Até hoje, nestes anos todos, passei por várias "experiências" que não me levaram a nada, por isso agradeço aos meus médicos e fisioterapeutas, sem os quais não conseguiria ser um VENCE–DOR.