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| Convivendo 34 anos com Artrite Reumatóide |
José Marcos R. Santos
Presidente do Grupo de Apoio a Reumáticos de Ribeirão Preto |
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Tudo teve seu início aproximadamente há 34 anos. Primeiro um dedo da mão esquerda, depois o punho e assim, aos poucos, foram aumentando as áreas atingidas: rigidez matinal, calor, rubor, tumor e dor, muita dor. Pela ausência de um diagnóstico correto da sintomatologia, a demora no início do tratamento, e a prova e látex negativa, muitos "diagnósticos" vieram: tuberculose óssea, câncer óssea e muitos outros.
Somente após três anos, em Bauru (SP), o Dr. Pernambucano diagnosticou "Artrite Reumática". Foi quando mediatamente começamos um tratamento adequado à época. Mas a peregrinação continuou após ter me mudado para Capinas, SP, onde conheci os Drs. João Francisco Marques Neto e Adil Samara. Passamos então a usar novas drogas antiinflamatórias combinadas com fisioterapia e os resultados foram razoáveis. Devido à profissão
de propagandista de laboratório, mais uma vez nova mudança de residência, desta feita para Ribeirão Preto, SP,
onde fiz várias cirurgias: primeiro próteses bilaterais nos joelhos, depois três outras intervençõesno quadril esquerdo
para fixação de prótese total e finalmente mais uma nova prótese no quadril direito.
Hoje, encontro-me em tratamento contínuo no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Com o apoio dos médicos da
imunologia, dentre eles o Dr. René Oliveira, Dra. Fabíola Reis Oliveira e Dr. Flávio C. Petean e com assistência de fisioterapeutas, tenho conseguido dominar a "Artrite Reumatóide Psiurísica", agora com diagnóstico definido.
É válido salientar que nunca deixei de acreditar na força de vontade para poder conviver bem com a doença, em tempo
algum parei com os exercícios orientados pelos fisioterapeutas e pelos médicos. Desta forma, venci parte das
deformidades das minhas articulações. Tenho sim, seqüelas, mas num grau bem menor, tudo graças à perseverança. Em momento algum deixei-me abater pelo desânimo.
Pensando sempre positivo, é que você, meu parceiro ou parceira deste mal, vai encontrar a melhor maneira de conviver com a Artrite Reumatóide. Evitem ouvir indicações de remédios alternativos, de tratamentos revolucionários, "garrafadas", curas milagrosas e ouçam apenas os seus médicos. "Palpite infeliz" fica bem só na música.
Até hoje, nestes anos todos, passei por várias "experiências" que não me levaram a nada, por isso agradeço aos meus médicos e fisioterapeutas, sem os quais não conseguiria ser um VENCE–DOR.
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