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Equilíbrio e risco de quedas

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Os pacientes com osteoporose apresentam um risco aumentado de fraturas por fragilidade. Essas fraturas são chamadas “por fragilidade” já que acontecem devido a um mecanismo de baixo impacto ou trauma leve. Ou seja, um jovem vigoroso e saudável pode quebrar o fêmur quando cai de uma escada em uma árvore, a uma altura de 4metros (provavelmente algum tipo de fratura vai acontecer). Já uma senhora idosa com osteoporose pode quebrar o fêmur mesmo escorregando da cama, a uma altura de apenas 30 centímetros. Portanto, tão importante quanto o diagnóstico e tratamento da osteoporose, a prevenção de quedas é fundamental à redução do risco de fraturas.
As causas de quedas são muitas. É imperativo diferenciar a queda por perda do equilíbrio (escorregão, tropeços) da queda por perda de consciência (desmaio, convulsão), já que, causas
mais graves, podem estar por trás desta última. Por isso, o paciente com osteoporose grave e seus familiares devem atentar para as situações evitáveis de perda de equilíbrio.Em algumas ocasiões, em osteoporose muito grave, uma fratura de colo de fêmur pode acontecer de forma quase espontânea, somente com movimentação do corpo.Porém, esses casos são menos freqüentes e em pacientes muito debilitados. O médico deveentender a seqüência de cada caso, se o paciente “caiu e quebrou” ou “quebrou e caiu”.

Independente da osteoporose, os pacientes idosos podem apresentar outros problemas musculoesqueléticos que podem aumentar o risco de quedas. A artrose de articulações, como o joelho, tornozelo e mesmo dos braços, que auxiliam no equilíbrio e firmeza do corpo, podem limitar movimentos e diminuir o equilíbrio.
Muitos idosos sofrem de doenças que podem alterar o equilíbrio e a marcha, como alterações visuais (distúrbios de refração, catarata), doenças do ouvido interno (labirintite), seqüelas de derrame (acidente vascular cerebral), distúrbios psiquiátricos do comportamento (demência de Alzheimer, demência senil), distúrbios neurológicos do movimento(Doença de Parkinson), doenças vasculares (claudicação intermitente), problemas cardíacos (angina instável), entre diversas outras. Essas doenças, algumas muito comuns, coexistem com osteoporose e aumentam o risco de quedas, e, conseqüentemente, de fraturas de vértebra, punho e, principalmente, colo de fêmur.
Da mesma forma, os idosos, geralmente, tomam muitos remédios que também podem aumentar a chance de quedas. Medicamentos como neurolépticos, anticonvulsivantes, remédios para insônia, antialérgicos e calmantes podem alterar o equilíbrio. Por isso, todos os cuidados possíveis para evitar quedas devem ser tomados pelos familiares de pacientes idosos com osteoporose.
O uso de óculos, correção de cataratas, sapatos antiderrapantes, iluminação adequada de ambientes, barras de apoio em banheiros, evitar sair da cama no meio da noite para ir ao banheiro ou beber água (higiene do sono), adequação de escadas e degraus, entre outros são medidas simples, que podem reduzir muito o risco de queda de um idoso no ambiente familiar. O uso de auxiliares de locomoção (bengalas, andadores) deve estar bem adaptado, para que não sejam mais um problema do que uma solução.
Os pacientes com osteoporose, especialmente os idosos, devem ser incentivados a fazerem exercícios físicos, atividades cotidianas, passeios ao ar livre e levarem a vida o mais normal possível. A atenção para o risco de queda e alteração do equilíbrio nas atividades do dia-a-dia vai fazer com que a vida seja ainda mais confortável e prazerosa.