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Artrite Reumatóide
Artigo Médico: Osteoporose
 
Artigo Médico

Osteoporose e
Remodelação Óssea

Dra. Daniela Telo - Endocrinologista
Divisão Médica – Eli Lilly do Brasil Ltda.
 

A osteoporose é uma doença osteometabólica, caracterizada pela diminuição progressiva da massa óssea, com modifi cações na arquitetura trabecular, levando à diminuição da força óssea e a um maior risco de fraturas,
em presença de traumas de baixa energia ou menor impacto.


A força óssea é a soma da densidade óssea (determinada pela massa óssea medida por exames) mais qualidade óssea (arquitetura óssea preservada pela remodelação óssea).
A remodelação óssea é um processo contínuo de reabsorção do osso “velho” seguido pela deposição de
osso novo. Ocorre aproximadamente a cada 4 a 8 meses, dependendo do osso e idade do indivíduo e é fundamental para a manutenção da qualidade do osso formado.

Duas são as formas clássicas de osteoporose:
1) primária, decorrente da deprivação estrogênica na menopausa e outra,
2) secundária, causada por outras doenças.

A forma primária da osteoporose classifi ca-se em:
•Tipo I:
De alta remodelação óssea, decorrente de uma atividade osteoclástica acelerada - a osteoporose pós-menopausa,
geralmente apresentada por mulheres mais jovens, a partir dos 50 anos.

•Tipo II:
De remodelação óssea normal ou ligeiramente aumentada, associada a uma atividade osteoblástica diminuída, com formação óssea diminuída - a osteoporose senil ou de involução, mais freqüente nas mulheres mais idosas, a partir dos 70 anos, e também no homem.

O processo de remodelação óssea (reabsorção/formação), como na maioria dos tecidos vivos, passa por três períodos distintos durante a vida de qualquer indivíduo:
Primeira fase
Do nascimento
a maioridade
Nesta fase que se inicia no nascimento até por volta dos 20- 22 anos, a formação óssea é muito maior do que a reabsorção que, praticamente, inexiste. Assim, a criança ganha estatura, fortifica seu esqueleto e adquire o máximo de massa óssea possível. Esse ganho é diretamente proporcional ao tipo de alimentação consumida, prática de esportes, hábitos de vida e inexistência de doenças. A quantidade máxima de massa óssea .acumulada é defi nida como “Pico de Massa Óssea”, e será muito importante no processo de envelhecimento.
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Segunda fase
Da maioridade
ao envelhecimento

Nesta fase que, se inicia por volta dos 20-22 anos e que persiste na mulher até a menopausa, como regra temos a fase de formação óssea equilibrada com a reabsorção óssea, o que se traduzirá em manutenção da massa óssea adquirida.
Na ausência de doença e de fatores outros nocivos como má alimentação, fumo, excesso de ingestão alcoólica, sedentarismo, uso de fórmulas para o emagrecimento etc, o “pico de massa óssea” será mantido.
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Terceira fase
Envelhecimento
Nesta fase, que se inicia na mulher por volta da menopausa em virtude, principalmente, das quedas hormonais existentes, os fenômenos de reabsorção superam os de formação. O aumento da atividade dos osteoclastos (células responsáveis pela reabsorção óssea) supera nesta
fase a atividade dos osteoblastos (células responsáveis pela formação óssea), ocorrendo com isso uma perda paulatina de massa óssea que pode evoluir para uma osteopenia (forma inical da doença) ou osteoporose.
Poupança Óssea
Se imaginarmos que o pico de massa óssea funciona como uma poupança óssea, quanto maior o pico de massa óssea obtido, maior será o tempo que teremos para que com o envelhecimento a sua redução não atinja níveis de doença (osteopenia/ osteoporose). Uma vez iniciado o processo de envelhecimento, a prevenção da osteoporose torna-se imprescindível, podendo ser feita de duas maneiras diferentes.
A primeira passa pela adoção de hábitos de vida saudáveis, alimentação rica em cálcio, baixa ingestão de café e álcool, atividade física regular e exposição ao sol.
E a segunda, pelo uso de medicações específicas para diminuir a atividade osteoclástica. É nesta segunda fase que o uso dos Bifosfonatos, SERM´S associados a suplementação de cálcio e vitamina D são de muita importância.
A Teriparatida é aprovada desde 2003 para tratamento da osteoporose e possui um mecanismo de ação diferente dos outros tipos de medicações disponíveis.