Nº 56 - abril/maio/junho de 2007

Editorial: O Momento que Vivemos Lazer: Mãos à obra em busca do bem estar 
Artigo Médico: Miopatias Inflamatórias Cultura: Idéias e imagens que ampliam horizontes

editorial

O momento
que vivemos

Rioko Kudo
Presidente do GRUPASP
 

Li em algum lugar que os moradores da Terra não são bons inquilinos; pelo contrário somos seres destruidores, visto estarmos provocando o terrível efeito estufa. Não cuidamos como devemos dos rios, florestas, praias, pantanal e do lixo que produzimos. Estamos acabando com os peixes, promovemos a extinção de muitos animais, gastando água sem comedimento, enfim estamos danificando e dando fim a tudo que recebemos em condições perfeitas. Com nossa atitude, provocamos o efeito estufa, que vai mudar as condições de vida do nosso planeta.
O aquecimento do planeta vai provocar o degelo das calotas polares, que aumentará o nível das águas dos mares, que vão inundar as áreas litorâneas, aumentado o nível da temperatura das águas, que provocarão a formação de maior número de tufões e tornados, como pudemos verificar com a ocorrência dos mesmos nos Estados Unidos, de um tufão no sul de nosso País, precisamente em Santa Catarina, e até um tornado em Sumaré (SP). Segundo cientistas, o aquecimento do planeta pode acabar com a floresta tropical da Amazônia, que vai transformar-se em cerrado. Toda essa mudança a ocorrer afetará a vida dos nossos descendentes e terá um impacto muito grande em nossa saúde. Este é o momento de agir. Temos que cuidar para não produzirmos uma enorme quantidade de lixo, mesmo porque os lixões estão sobrecarregados e há dificuldade para a instalação de novos.
O gás formado por lixo contribui, e muito, para aumentar o buraco na camada de ozônio. Portanto, agora é a hora certa para reagirmos, para minorar e retardar a catástrofe. Precisamos reciclar plásticos (que levam quase um século para serem decompostos), papel (sem economia, não teremos árvores para produzi-lo), ferro, alumínio, petróleo (que não são renováveis), enfim, tudo que dá para reciclar. Precisamos economizar a água. Não dá para ficar varrendo a calçada com o precioso líquido, como se verifica com freqüência. Vamos tomar atitudes agora para minorar os efeitos no futuro e, principalmente, procurar minorar os efeitos sobre a saúde!
Está na hora de tomar atitudes que possam nos tornar “bons inquilinos” e merecer de nosso “senhorio” o reconhecimento de que tanto necessitamos.