O diagnóstico precoce é fundamental
para o tratamento adequado antes que as erosões se estabeleçam.
Alterações climáticas ou dietas não
alteram o curso da doença. Terapias alternativas, incluindo
extratos de cartilagem, não apresentam efeito superior
ao placebo.
O tratamento medicamentoso sintomático
está baseado no uso de analgésicos, antiinflamatórios
e em pequenas doses de corticosteróides. A terapia clássica
modificadora da evolução da doença está
baseada na utilização de fármacos, como metotrexato
isoladamente ou em associação com hidroxicloroquina
ou sulfasalazina. Parcela considerável de pacientes pode
obter resposta satisfatória com a inclusão do leflunomide
ao plano terapêutico.
A partir de 1999, a terapia da Artrite Reumatóide
apresentou uma revolução com o aparecimento dos
agentes biológicos inibidores do TNF á. Esses novos
fármacos interferem na inflamação inibindo
o TNF á (agente causador da inflamação),
por bloqueio de receptores solúveis ou por anticorpos monoclonais
dirigidos contra o TNF á. O bloqueio dos receptores solúveis
do TNF á é observado com o etanercepte em injeções
subcutâneas duas vezes por semana em pacientes que apresentaram
resposta parcial ao metotrexato isoladamente, como monoterapia
ou em combinação. Uma injeção subcutânea
de etanercepte uma vez por semana parece ter efeitos similares,
segundo alguns estudos. Esta molécula também é
eficaz em Artrite Reumatóide juvenil e nas Espondiloartropatias.
Outros dois anticorpos monoclonais anti-TNF á
estão aprovados para o tratamento da AR nos EUA e no Brasil:
o anticorpo monoclonal quimérico infliximabe e o anticorpo
monoclonal humano adalimumabe. Os medicamentos biológicos
são considerados uma evolução no tratamento
da AR, impedindo o desenvolvimento da doença e de erosões
ósseas que se refletem, em última análise,
em incapacidades e deformidades articulares. Dessa forma, melhoram
a qualidade de vida, permitindo a reintegração a
uma vida societária digna.