| Avanços
recentes na área da biotecnologia aplicada à medicina
estão permitindo um melhor conhecimento sobre os mecanismos
das doenças reumáticas. Pacientes e médicos
têm presenciado o lançamento de novos medicamentos.
Pacientes que não respondiam aos medicamentos tradicionais
passaram a ter uma nova opção de tratamento. Dentre
essas novas medicações, os inibidores do fator de
necrose tumoral (TNF), também conhecidos como anti-TNFs,
têm sido os empregados dos com maior sucesso. O TNF é
uma das principais substâncias envolvidas na inflamação
e destruição das articulações que caracteriza
algumas das enfermidades
reumáticas. Assim sendo, o seu bloqueio geralmente leva a
um controle total ou parcial da doença. Desde 1992, os anti-TNFs
vêm sendo empregados, com sucesso, no tratamento da Artrite
Reumatóide, da Espondilite Anquilosante e da Artrite Psoriásica.
O TNF, entretanto, é também uma substância importante
na proteção do nosso organismo contra o aparecimento
de infecção e câncer. Assim sendo, o seu uso
deve ser cuidadosamente avaliado por um médico familiarizado
com essa substância.
Diversas outras medicações serão lançadas
num futuro próximo, o que beneficiará um número
cada vez maior de pacientes reumáticos. Ocorre que esses
medicamentos são de altíssimo custo, não estando
disponíveis para a grande maioria das pessoas. Sabemos que,
quanto mais cedo for feito o
diagnóstico da Artrite Reumatóide e mais cedo iniciado
o seu tratamento com as chamadas drogas modificadoras da
doença, melhor a resposta do paciente e o prognóstico
da doença a longo prazo.
Para que isso ocorra, faz-se necessário um maior esclarecimento
da população e dos médicos sobre os diferentes
tipos de enfermidades reumáticas e a necessi- necessidade
dade do seu diagnóstico precoce.
Fundamental é a existência de um número maior
de médicos
especializados, os reumatologistas, tanto na rede pública
quanto privada. Deve- Devemos mos ser bastante rigorosos no emprego
dos remédios de alto custo e lutar para que todos tenham
acesso às medicações anti-reumáticas
básicas, de baixo custo e suficientes para um controle adequado
da doença. Estamos vivendo um momento muito singular, a esperança
das novas descobertas e a frustração dos velhos problemas
da saúde pública do País. Que cada um de nós
assuma a sua
parcela de responsabilidade e lute por seus direitos, em nome de
um futuro com menos dor, sofrimento e limitações.
Reumatologia atual: novos medicamentos, velhos problemas
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