NΊ 51

Janeiro/Fevereiro/Março/2006

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Artigo Médico:
Artrite Reumatóide (AR) ou Doença Reumatóide (DRe)? - Parte II
 
Editorial
 
Saúde -
Nutrição correta e
bem-estar no verão
 
Boa mesa -
Aproveite tudo
 
Cultura -
Folia contagiante
 
Mensagem para os aniversariantes
 
Expediente

Editorial
Dr. Geraldo Castelar
 

Avanços recentes na área da biotecnologia aplicada à medicina estão permitindo um melhor conhecimento sobre os mecanismos das doenças reumáticas. Pacientes e médicos têm presenciado o lançamento de novos medicamentos. Pacientes que não respondiam aos medicamentos tradicionais
passaram a ter uma nova opção de tratamento. Dentre essas novas medicações, os inibidores do fator de necrose tumoral (TNF), também conhecidos como anti-TNFs, têm sido os empregados dos com maior sucesso. O TNF é uma das principais substâncias envolvidas na inflamação e destruição das articulações que caracteriza algumas das enfermidades
reumáticas. Assim sendo, o seu bloqueio geralmente leva a um controle total ou parcial da doença. Desde 1992, os anti-TNFs vêm sendo empregados, com sucesso, no tratamento da Artrite
Reumatóide, da Espondilite Anquilosante e da Artrite Psoriásica. O TNF, entretanto, é também uma substância importante na proteção do nosso organismo contra o aparecimento de infecção e câncer. Assim sendo, o seu uso deve ser cuidadosamente avaliado por um médico familiarizado com essa substância.
Diversas outras medicações serão lançadas num futuro próximo, o que beneficiará um número cada vez maior de pacientes reumáticos. Ocorre que esses medicamentos são de altíssimo custo, não estando disponíveis para a grande maioria das pessoas. Sabemos que, quanto mais cedo for feito o
diagnóstico da Artrite Reumatóide e mais cedo iniciado o seu tratamento com as chamadas drogas modificadoras da
doença, melhor a resposta do paciente e o prognóstico da doença a longo prazo.
Para que isso ocorra, faz-se necessário um maior esclarecimento da população e dos médicos sobre os diferentes tipos de enfermidades reumáticas e a necessi- necessidade
dade do seu diagnóstico precoce.
Fundamental é a existência de um número maior de médicos
especializados, os reumatologistas, tanto na rede pública quanto privada. Deve- Devemos mos ser bastante rigorosos no emprego dos remédios de alto custo e lutar para que todos tenham acesso às medicações anti-reumáticas básicas, de baixo custo e suficientes para um controle adequado da doença. Estamos vivendo um momento muito singular, a esperança
das novas descobertas e a frustração dos velhos problemas da saúde pública do País. Que cada um de nós assuma a sua
parcela de responsabilidade e lute por seus direitos, em nome de um futuro com menos dor, sofrimento e limitações.
Reumatologia atual: novos medicamentos, velhos problemas

 
Expediente
 
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