Nº 51

Janeiro/Fevereiro/Março/2006

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Artigo Médico:
Artrite Reumatóide (AR) ou Doença Reumatóide (DRe)? - Parte II
 
Editorial
 
Saúde -
Nutrição correta e
bem-estar no verão
 
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Aproveite tudo
 
Cultura -
Folia contagiante
 
Mensagem para os aniversariantes
 
Expediente

 

Folia contagiante
O Carnaval tem origens remotas. Ao longo dos séculos, diferentes povos desenvolveram formas variadas de comemorá-lo, alguns quase ignorando-o, outros dando-lhe
dimensões grandiosas, como os brasileiros. A festa antecede o início da Quaresma, período de 40 dias que a igreja católica define como de “purificação do espírito”, com oração e jejum, antecipando a Páscoa. Sendo o Brasil o maior país católico do mundo, contando também com fortes influências africanas em sua formação, acabou por transformar os dias que antecipam esse longo período de recolhimento em uma verdadeira explosão de alegria. Em diferentes regiões do País, o entusiasmo com que os brasileiros comemoram o Carnaval atrai turistas do mundo todo interessados na música, dança, luxo e liberdade característicos da festa. Esse é um dos elementos que identificam o País
internacionalmente, tendo consagrado Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Olinda como disputados destinos turísticos. Em fevereiro e março, é impossível viver no Brasil é ficar indiferente ao Carnaval. Por isso, deixe a alegria fluir e contagie-se.

Rio de Janeiro.
O Carnaval do sambódromo carioca tornouse sinônimo da data em todo o mundo. Tudo começou no início do século 20,
quando os ranchos, desfiles de máscaras e fantasias em carros enfeitados se estabeleceram no Rio, com grupos que usavam
fantasias luxuosas. Esses desfiles eram muito ricos e só os mais abastados participavam.
Os pobres brincavam em desfiles semelhantes aos da nobreza, mas com muito menos luxo. As fantasias eram imitações mais
baratas, e a música, uma grande e empolgante batucada.
Dessas manifestações carnavalescas mais populares surgiu, em 1929, a primeira escola de samba: a “Deixa Falar”. A partir daí, passou-se a escolher todo ano um tema que definiria as fantasias e a música. O resto é história. A adesão das diversas parcelas da sociedade tornou-se crescente, destacando
artistas e intelectuais que aderiam às escolas de samba nascentes. Para demonstrar apreço pela cultura popular, o presidente Getúlio Vargas reconheceu o desfile que faziam, oferecendo-lhes condições para se estruturar melhor. A festa evoluiu até se tornar o Carnaval carioca conhecido hoje, tão famoso que é reproduzido em várias cidades Brasil afora.

Salvador
Na Bahia, milhares de foliões saem pelas ruas da capital, Salvador, dançando atrás dos trios elétricos, caminhões sobre os quais tocam conjuntos musicais. Em 1950, dois amigos, ao assistirem à apresentação de uma banda pernambucana pelas ruas, perceberam que o sucesso era tanto que as pessoas dançavam atrás. Resolveram fazer o mesmo: restauraram um carro antigo e com ele cruzaram a cidade, tocando guitarras
elétricas amplificadas por alto-falantes.
No ano seguinte, os dois convidaram um terceiro amigo e conseguiram um carro mais espaçoso. Como eles eram três, batizaram o
conjunto de “O Trio Elétrico”. Desde então, a invenção se repete todo Carnaval, mais moderna a cada ano, agora com muitos grupos formados por inúmeros integrantes.
Os grupos de afoxé são outra manifestação típica do Carnaval de Salvador. Esses blocos, formados quase que exclusivamente por negros, têm origem no período da escravidão, quando os negros se reuniam vestindo trajes de nobres africanos para
cantar e dançar as músicas de sua terra.
O primeiro desses grupos, chamado Embaixada Africana, surgiu em 1885. Desde então, a tradição se repete a cada ano, com negros vestidos de príncipes cantando no idioma nagô.

Recife e Olinda
Outra manifestação carnavalesca nordestina – o maracatu – também destaca a nobreza africana. Característico de Recife e
outras cidades pernambucanas e cearenses, o maracatu tem participantes vestidos como rei, rainha, príncipes, damas, embaixadores, cavaleiros, índios e baianas, entre outros personagens, dançando ao som de um batuque típico.
O cortejo segue as calungas, bonecas gigantes levadas cada uma por uma mulher.
O frevo também marca o Carnaval pernambucano, rincipalmente em Recife e Olinda. Dançarinos se apresentam nas ruas ao som desse ritmo frenético, executando passos acrobáticos. Não por acaso, o termo frevo deriva de ferver, ou “frever”, na prosódia peculiar do Nordeste.

 
 
Mensagem para os aniversariantes de Janeiro/Fevereiro/Março de 2006
 
No início de mais um ano de vida, deve começar a renovação de nós mesmos, de nossa força para superar obstáculos, o imprevisível e o aleatório da vida. Precisamos alimentar essa força transformadora, intrínseca a cada um de nós, a ser redescoberta todos os dias.
Que seu aniversário represente um recomeço pleno de força resgatada, metas alcançadas e sonhos realizados!