Matéria publicada na Folha de S. Paulo, quinta-feira, 12 de junho de 2003

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Doença paralisa membros subitamente

Assim que Sueli de Fátima dos Anjos ficou grávida pela primeira vez, aos 29 anos, sua mãe morreu. No quinto mês de gestação, ela sentiu dores e dificuldade em mover a mão direita. O obstetra disse que o incômodo era comum na gravidez. A dor foi embora, o filho nasceu, mas, dois anos depois, Sueli ficou paralisada no banheiro. "Travei completamente. Não conseguia apanhar a toalha que estava a centímetros de minha mão. Meu filho ficou olhando para mim sem saber o que estava acontecendo." Hoje, aos 37 anos, ela já lida melhor com a artrite reumatóide. Consegue digitar, por exemplo, mas confessa que se nega a usar qualquer coisa que seja adaptada ao portador da doença. "Sou orgulhosa, mesmo não conseguindo abrir nem uma lata de sardinha."

Medo de mãe
"Meu maior medo não é minha filha falecer, mas eu morrer e não ter ninguém para cuidar dela", desabafa Cristiane Miranda Barros, 36, mãe de D. M., 17, portadora de artrite reumatóide juvenil desde os quatro anos.
Apesar da dificuldade de andar e das deformidades nos quadris, nos joelhos, nos tornozelos e nas mãos, D., que pesa só 27 kg, vai à escola e toma banho sozinha. "Na medida do possível, ela tenta levar uma vida comum", diz a mãe. "Tratamos D. da mesma maneira como tratamos nossos outros dois filhos, que nunca manifestaram a doença."


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